Quarta-feira, Novembro 04, 2009

Sabe aqueles dias esquisitos?
Hoje é um deles.

Meus pensamentos estão um tanto quanto desconexos. Muita coisa passando pela minha cabeça que não sei nem explicar...acho que é porque pela primeira vez em meses eu estou me dando um tempo pra pensar em "nada"...e é aí que vem tudo.

Minha cabeça tem estado cheia demais, muito trabalho e muita diversão também. Mas nunca uma pausa.
(Tenho pensado muito no futuro...mesmo que quietinha com meus pensamentos, tenho pensado mais no futuro e isso me atormenta. Não sei ao certo porque, mas o futuro sempre me atormentou e sempre vai me atormentar. Ainda bem que ele não existe.)

Fico pensando o porque da sensação estranha e dos pensamentos desconexos...não entendo. Minha vida nunca esteve tão boa. E eu só digo isso porque pela primeira vez todos os "campos" estão preenchidos. (ok...nem todos...o campo familia sempre precisa ser problemático...mas eu acredito que tenho lidado bem com isso. Apesar dos últimos acontecimentos nesse campo...acho que tenho lidado bem melhor do que eu esperava...)

Enfim, às vezes acho que existe em mim uma complexidade interior que independe de fatores externos.
E ultimamente eu não tenho lidado muito bem com essa complexidade.
Sinto falta da poesia.
E também da análise.

Atualmente não tem fluído poesia de mim...sinto falta. Ela era uma forma de lidar com meu interior. Na verdade nem a prosa fluí. Tenho escrito pouco. Nada praticamente. E aí fica muita coisa aqui dentro sem ter para onde sair.

Meu problema é achar que eu sou simples. É me iludir acreditando que só porque está tudo quase perfeito do lado de fora, está tudo quase perfeito do lado de dentro. Só que tem uma bagunça meio antiga por aqui...que precisa ser arrumada um dia. Ou não. Sei lá.

Só sei que não posso me permitir ficar tanto tempo sem escrever.
Não posso.
Mesmo que saia qualquer coisa, (como está saindo agora), escrever é essencial para a minha sobrevivência.

Escrever é a minha forma de compreender a complexidade do meu ser e do mundo que o cerca. Como se ao escrever eu pudesse estar dentro de mim, de uma forma que eu normalmente não alcanço.

Escrever é me traduzir e traduzir o real.
Ou ao menos uma parte destes.

Sexta-feira, Agosto 21, 2009

"Literature is the expression of a feeling of deprivation, a recourse against a sense of sometinhg missing. But the contrary is also true: language is what make us human. It is a recourse against the meaningless noise and silence of nature and history."
- Octavio paz


Faz tempo que eu não escrevo...mas às vezes urge essa sensação de "something missing" que me faz precisar escrever algo. Qualquer coisa.
E no momento acho que eu sei o que é esse "something missing".

Eu estou feliz como nunca.Nunca estive tão completa em todos os sentidos. Nunca estive tão tranquila e realizada, profissionalmente,emocionalmente...Feliz mesmo, de todas as formas.

Porém (ah! sempre há um porém...) outro dia descobri que não sei quem eu sou. Eu sei o que eu quero. Sei o que eu sinto. Sei o que eu penso. Mas não quem sou.

E será que algum dia eu soube? De certa forma sim.

Eu sempre criei a minha identidade interior na identificação com o exterior. Arquétipos. Sempre arquétipos.

Como uma boa cinéfila, eu era a Alice, que era Jenny muitas vezes; eu era a Clementine que se esquecia voluntariamente dos seus erros só para comete-los de novo; eu era a Liz, que queria ser todos e ao mesmo tempo ninguém...

E de repente estava passando Closer e eu descobri que não queria ver até o final. Simplesmente porque não era mais a mesma coisa. Eu não sou mais Alice, nem Jenny. Nem clementine, nem Liz, nem Nuit.
Não existem mais arquétipos nem personagens com os quais me identifico. E sem eles eu simplesmente não sou nada.

Tento por algum tempo, sentada na cama, olhando para TV desligada (eu no reflexo da tela...) me definir sem precisar dessas identidades externas e inexistentes, desses fantasmas vivos ou de cascas do passado.

Não consigo.

Porém continuo feliz. Quem disse que é preciso saber quem somos para sermos felizes?Identidade é uma coisa mutável, abstrata e perecível.

Eu sempre fui tudo aquilo, e tudo aquilo era uma mentira. Talvez agora, sendo nada, é que eu esteja sendo algo de verdade.

Terça-feira, Julho 07, 2009

"Fazer arte é como fazer terapia, a única diferença é que se vc ficar um dia sem escrever não precisa pagar a consulta!"


E agora vocês sabem porque eu mantenho um blog...rs...

Quinta-feira, Julho 02, 2009

"perder-se significa ir achando e nem saber o que fazer do que se for achando."

"Como é que se explica que o meu maior medo seja em relação: a Ser?"

"Encontrar deve ser pelo caminho daquilo que somos. Se eu conseguir não me afundar definitivamente naquilo que somos."


Quarta-feira, Junho 24, 2009

A sutileza da vida tem me impressionado ultimamente...

Não esperava encontrar intensidade nas pequenas coisas.
Não esperava encontrar paixão no "dia-a-dia".
Não esperava encontrar beleza nos detalhes mais simples
e prazer nos momentos mais sutís.
Não acreditava que nada pudesse preencher o vazio gritante e imenso que existe dentro de mim.
Mas encontrei.
Encontrei meu momento.
Aquele que é agora, e agora, e agora, e agora, e agora, e agora...pois não existe sempre. Agora é o que temos e é tudo o que existe.
Encontrei o que é ao mesmo tempo meu cobertor nas noites frias e minha tomada 220V para eu encaixar meu fio desencapado louco por eletricidade(..rs..)e tomar choque. Sim, choque. Só de encostar.
Encontrei ao mesmo tempo minha sanidade e minha loucura.
Meu concreto e meu abstrato.
Meu deleite e meu pavor.
Minha ciênica e minha magia.
Minha racionalidade e minha poesia.
Meu real e minha ilusão.
Meu amor e minha paixão.

Teria eu encontrado meu equilíbrio?!
Definitivamente não!
Descobri que não o quero.
Equilíbrio é chato!
Equilibrar-se seria deixar de lado a intensidade com que vivo cada segundo, intensidade essa que chega a ser um exageiro! Aliás seria deixar de lado meus exageiros e eu adoro exagerar!
Equilibrar-se seria não encher o copo até boca para não transbordar. E eu vivo para transbordar!
Equilíbrio é chato!
Intediante.
O que eu encontrei foi algo que não tem nome. Nem cor. Nem se explica de fato.
Algo que eu nunca antes dei atenção, na verdade acho que nunca antes enxerguei.
É algo que se resume sem palavras.
Se entende no silêncio.
E se traduz num olhar.
Como as sutilezas da vida. Os detalhes.

É. Acho que encontrei meu momento.
Meu agora.
Meu segundo eterno, improvisado e intenso, como a última nota de um Blues.
Minhocas (ou: enfim, palavras)

Parece que algo me consome quando fico algum tempo sem escrever.
É porque preciso vomitar minhocas.

Palavras presas são como minhocas no estômago, sabe?
Algo nojento, pegajoso e vivo.
Que não era pra estar ali.
E se mexe e se contorce, querendo sair...precisando sair.

Mas às vezes não sai nada.
Às vezes só sai minhoca.

E às vezes saiem minhocas vivas que se espalham lentamente por um papel em branco trasnformando-se em "minhocas-palavras", construindo sentidos. Ou não.
Também há beleza em não fazer sentido.

Sexta-feira, Junho 19, 2009

De novo:

Os sentimentos são mais abstratos do que objetos que vc coloca num lugar na estante. E ao mesmo tempo mais densos do que qualquer coisa paupável.

Vc não pode organiza-los, cataloga-los, arrumar no "lugar certo".
Mas eles pesam... mais do que qualquer bagunça.

Segunda-feira, Junho 08, 2009

only you know my perverted dreams
you know what I feel
you know what I really want
you are the only one
I could prefer to touch you now
But I only want to know
one thig at this point

Please tell me
Why i belong to you
And when I cry,when I cry
For your hands on my skin

Save the only thing you can..
Tell me what is this
Don't try to hide the perfect mess
Of your strange behavior...